{"id":905,"date":"2024-11-07T13:57:32","date_gmt":"2024-11-07T16:57:32","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.schoolguardian.app\/?p=905"},"modified":"2024-11-07T13:59:17","modified_gmt":"2024-11-07T16:59:17","slug":"como-a-neurociencia-pode-beneficiar-o-processo-ensino-aprendizagem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.schoolguardian.app\/index.php\/2024\/11\/07\/como-a-neurociencia-pode-beneficiar-o-processo-ensino-aprendizagem\/","title":{"rendered":"Como a neuroci\u00eancia pode beneficiar o processo ensino-aprendizagem"},"content":{"rendered":"\n<p><em>O especialista e educador William Borghetti diz que se o professor conhecer mais do c\u00e9rebro e do comportamento dos alunos, ter\u00e1 um manual de instru\u00e7\u00f5es para poder educar melhor<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>A Educa\u00e7\u00e3o brasileira vive um abismo gigantesco quando tratamos o assunto, especialmente, pelo vi\u00e9s dos professores. Segundo dados dos Censos Escolar e do Censo da Educa\u00e7\u00e3o Superior de 2023, a educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica conta com 2,4 milh\u00f5es de professores cadastrados e licenciados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Isso escancara a realidade de que cada professor atende, me m\u00e9dia, 90 alunos, quando o recomendado pelo MEC \u00e9 de 25 alunos por educador.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/blog.schoolguardian.app\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/William-Borghetti-683x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-907\" width=\"210\" height=\"316\" srcset=\"https:\/\/blog.schoolguardian.app\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/William-Borghetti-683x1024.jpg 683w, https:\/\/blog.schoolguardian.app\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/William-Borghetti-200x300.jpg 200w, https:\/\/blog.schoolguardian.app\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/William-Borghetti-768x1152.jpg 768w, https:\/\/blog.schoolguardian.app\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/William-Borghetti.jpg 1000w\" sizes=\"(max-width: 210px) 100vw, 210px\" \/><figcaption><em> William Borghetti <\/em><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m deste n\u00famero alto de estudantes, os professores s\u00e3o respons\u00e1veis por atribui\u00e7\u00f5es mais burocr\u00e1ticas, como planejamento de aula, montagem de materiais did\u00e1ticos e corre\u00e7\u00e3o de provas que, normalmente, s\u00e3o executadas fora de seus hor\u00e1rios habituais de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cExistem duas coisas arru\u00ednam um professor: a alta quantidade de alunos e as burocracias extra-sala. Quando o professor \u201cbate o ponto\u201d e vai embora da escola, seu trabalho n\u00e3o terminou. Ele ainda vai fazer corre\u00e7\u00e3o de provas, montar aula, pensar atividades, e, na maioria das vezes, com recursos pr\u00f3prios. O c\u00e9rebro \u00e9 uma m\u00e1quina de associa\u00e7\u00e3o: se o c\u00e9rebro come\u00e7a associar que dar aula significa ficar extenuado, ele vai buscar cada vez mais fugir daquilo. Um professor desmotivado, em uma sala cheia de gente que n\u00e3o quer estar ali, e com uma estrutura prec\u00e1ria, \u00e9 a receita da desconex\u00e3o\u201d, afirma William Borghetti, especialista em Neuroci\u00eancia, em Neurocomunica\u00e7\u00e3o, professor e palestrante.<\/p>\n\n\n\n<h3><strong>A import\u00e2ncia de Neuroci\u00eancia neste processo educacional<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>A Neuroci\u00eancia \u00e9 a \u00e1rea de estudo que analisa o sistema nervoso, as emo\u00e7\u00f5es e o comportamento humano, cujo dois dos principais objetivos \u00e9 compreender como as c\u00e9lulas nervosas se comunicam entre si e como os processos de comunica\u00e7\u00e3o se traduzem em comportamentos, emo\u00e7\u00f5es, pensamentos e fun\u00e7\u00f5es cognitivas.<\/p>\n\n\n\n<p>Sendo assim, a Neuroci\u00eancia beneficia por completo o processo ensino-aprendizagem, oferecendo, especialmente, uma educa\u00e7\u00e3o mais humanizada, inclusiva e personalizada.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cUma coisa \u00e9 fato: adolescentes respeitam quem eles admiram. Sempre \u00e9 importante lembrar que por tr\u00e1s do professor e do aluno h\u00e1 um Ser Humano, que tem suas inseguran\u00e7as e necessidades. Quando um professor conhece mais do c\u00e9rebro e do comportamento dos seus alunos, \u00e9 como se ele tivesse um \u201cmanual de instru\u00e7\u00f5es\u201d onde ele vai poder implantar melhor o deseja ensinar\u201d, constata Borghetti.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, por meio da Neuroci\u00eancia, os professores s\u00e3o mais capazes para aprender a melhorar a comunica\u00e7\u00e3o com os alunos e, assim, tornarem as aulas e o processo de ensino-aprendizagem mais eficazes.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPrimeiro a biologia. Crian\u00e7a \u00e9 crian\u00e7a, adolescente \u00e9 adolescente, adulto \u00e9 adulto. Quando eu trato um no formato do outro, eu erro. Temos que entender que o c\u00e9rebro adolescente \u00e9 sedento por novidade, \u00e9 impulsivo e valoriza muito o grupo. Se minha expectativa \u00e9 chegar em uma sala com 30 alunos de 15 anos que estejam sentadinhos esperando minha fala, provavelmente, me frustrarei. E lembrando tamb\u00e9m do elemento mais importante da comunica\u00e7\u00e3o: a escuta. Escuta ativa, carinhosa, emp\u00e1tica. E muitas solu\u00e7\u00f5es vem inclusive dos alunos. Mas, tem que estar com a cabe\u00e7a livre para ouvir essas demandas\u201d, refor\u00e7a William.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3><strong>Otimiza\u00e7\u00e3o do tempo aliado \u00e0 Neuroci\u00eancia<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Mas, para que o professor possa, realmente, dar este tempo e escuta para os professores, \u00e9 necess\u00e1rio que suas demandas extra-sala sejam, de fatos, otimizadas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Como citado anteriormente por William Borghetti, as burocracias extra-sala demandam tempo e estafam os professores. Por isso, essencialmente, um dos elementos principais na atua\u00e7\u00e3o dos profissionais de Educa\u00e7\u00e3o \u00e9 gerir melhor o tempo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para isso, atualmente, as ferramentas tecnol\u00f3gicas s\u00e3o grandes aliadas.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cGest\u00e3o do tempo, para todas as profiss\u00f5es do mundo, \u00e9 essencial, mas, como disse antes, o professor tem um elemento a mais que \u00e9 o trabalho \u201cextra-sala\u201d. Portanto, se essa burocracia se resolve com tecnologia, o foco de aten\u00e7\u00e3o do professor vai para onde importa: o aluno\u201d, orienta.<\/p>\n\n\n\n<p>Desta forma, \u00e9 poss\u00edvel que os professores ganhem mais tempo e permite que atendam seus alunos de uma maneira mais pr\u00f3xima.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cImagine um atleta que pega duas horas de tr\u00e2nsito para ir e voltar do treino. De repente, ele muda para o local. S\u00e3o quatro horas a mais investidas no objetivo. A m\u00e9dio e longo prazos, esta \u00e9 a diferen\u00e7a para o sucesso ou o fracasso. Temos que lembrar que tempo para pensar \u00e9 um fator important\u00edssimo para criatividade, e a criatividade \u00e9 uma das melhores ferramentas do professor. Mas, como pensar em novas alternativas, em conex\u00e3o, em ferramentas de ensino, se mal consegue cumprir as obriga\u00e7\u00f5es? Portanto, estabelecemos aqui que uma cabe\u00e7a do professor mais arejada reflete em performance na sala de aula\u201d, ressalta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, o especialista evidencia os pontos essenciais que, pela Neuroci\u00eancia, favorecem os professores na conex\u00e3o com os alunos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAten\u00e7\u00e3o e mem\u00f3ria andam juntas. Voc\u00ea lembra do que prestou aten\u00e7\u00e3o. Para o aluno prestar aten\u00e7\u00e3o, \u00e9 preciso motiva\u00e7\u00e3o, ou seja, um motivo para fazer aquilo. O professor tem que dar show na fala. De novo, o aluno respeita quem ele admira. E como admirar algu\u00e9m que j\u00e1 n\u00e3o tem energia para fazer o b\u00e1sico? Ca\u00edmos em um ciclo de cansa\u00e7o mental, que traz uma aula para cumprir tabela, que desconecta do aluno, que tem impacto no comportamento, que estressa o professor e que cansa mentalmente. E isso \u00e9 um ciclo eterno\u201d, finaliza William Borghetti.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O especialista e educador William Borghetti diz que se o professor conhecer mais do c\u00e9rebro e do comportamento dos alunos, ter\u00e1 um manual de instru\u00e7\u00f5es para poder educar melhor A Educa\u00e7\u00e3o brasileira vive um abismo gigantesco quando tratamos o assunto, especialmente, pelo vi\u00e9s dos professores. 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